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Futebol Juiz vê possível 'intromissão questionável' de sindicato em briga sobre FFU Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 20/08/2026 18h31 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Reunião da Liga Forte Futebol do Brasil (LFF) em 2022 Imagem: Divulgação Na queda de braço política e judicial envolvendo os rumos da liga, uma decisão desta semana no Tribunal de Justiça do Distrito Federal foi bem vista para o lado da Sports Media Entertainment (SME), a investidora da Futebol Forte União (FFU). Em uma ação civil pública movida pelo Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut), o juiz proferiu uma decisão interlocutória na qual apontou "estranheza" com o envolvimento a entidade no caso. O juiz Fernando Mello Batista da Silva, da 24ª Vara Cível de Brasília, se manifestou sem julgar o mérito do processo, mas viu ainda "indícios de uma questionável intromissão" do Sinafut em uma "espera contratual totalmente privada, utilizando-se de uma roupagem de interesses difusos". Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O processo questiona a legalidade de uma operação financeira de R$ 950 milhões, alegando que a emissão de debêntures e as garantias oferecidas ferem a Lei Geral do Esporte ao envolver direitos de arena. O magistrado pede mais detalhes ao Sindicato antes de tomar, de fato, posição a respeito do questionamento original — a atuação da SME ao adquirir percentual dos direitos dos clubes ligados à FFU e os efeitos administrativos disso no condomínio. O tribunal pede que o sindicato complemente a petição inicial para provar como interesses coletivos são realmente afetados por essa disputa contratual privada. Caso contrário, pode encerrar o processo em primeira instância. O Sinafut alegou que a execução de garantias por inadimplemento transferiria o controle da Sports Media Entertainment S.A. (SME) a terceiros externos ao esporte nacional, o que violaria a Lei Geral do Esporte. Mas o magistrado apontou que a própria SME atual já é controlada por investidores financeiros externos e sua atividade econômica principal é de participação em holdings não-financeiras, sem relação com regulação ou organização de futebol. O juiz completou dizendo que, se o autor estivesse de fato preocupado com o futebol como patrimônio difuso, deveria ter contestado a aquisição originária dos direitos pela SME, e não apenas as operações financeiras posteriores de emissão de debêntures. Continua após a publicidade Em nota, o Sinafut disse que recebeu a decisão "com naturalidade" e acrescentou que "discutir a relação entre capital financeiro e futebol não é intromissão em contrato alheio, mas reconhecer que arranjos dessa natureza produzem efeitos que extrapolam em muito o clube que assinou". Essa briga do sindicato tem como contexto mais amplo uma batalha dos clubes para neutralizar o poder da investidora da FFU. A ideia é abrir caminho para a criação de uma liga única, organizada junto à CBF. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'