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Tuchel diz que Fifa cria precedente ao anular expulsão de Balogun: "Onde isso vai parar?" Thomas Tuchel foi incisivo ao criticar a decisão da Fifa de anular a expulsão de Balogun, dos Estados Unidos . Segundo o treinador da Inglaterra, a revogação demonstra a falta de critério da entidade e abre precedentes para que toda equipe possa tentar cancelar uma punição. — Onde isso começa e onde termina? A gente pode cancelar o cartão ou não pode? Qual é o critério? O que está acontecendo? Sim, "qual o limite?" é a pergunta para qual eu não tenho resposta. Onde isso vai parar? A gente apela se um amarelo não for amarelo? A gente acha que não foi para vermelho ou alguém acha? Essa é minha pergunta. Não tenho uma resposta — enfatizou o técnico em coletiva. Mais sobre o caso Balogun: + Trump telefonou para Infantino por anulação de suspensão de jogador dos EUA, diz jornal +Entenda a brecha no regulamento que permitiu à Fifa anular suspensão de Balogun + Técnico dos EUA defende anulação de suspensão de Balogun: "Fomos punidos o suficiente" México 2 x 3 Inglaterra | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Mundo 2026 Em certo momento, um repórter pergunta a Tuchel se o príncipe Harry poderia pedir para Donald Trump ajudar no caso. O presidente dos Estados Unidos revelou ter ligado para Infantino para tratar da expulsão de Balogun. O gestor da Fifa admitiu o telefonema, mas negou que uma interferência no Comitê Disciplinar. — Talvez, sim. Seria um bom começo — brincou Tuchel. + Blatter critica caso Balogun: "Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas" 1 de 1
Thomas Tuchel disse que não espera clima hostil no duelo deste domingo — Foto: REUTERS/Henry Romero Thomas Tuchel disse que não espera clima hostil no duelo deste domingo — Foto: REUTERS/Henry Romero Tuchel ainda relembrou outros casos de punições questionáveis e que poderiam ser revistas, seguindo os precedentes do caso Balogun. Um dos casos citados na coletiva foi o de Jarell Quansah, que foi expulso no segundo tempo contra o México e vai perder o duelo das quartas de final. — Quem revogou essa decisão, então? E quando? E por quais motivos? Onde isso vai parar agora? Isso é estranho para mim. Nós só queremos ter consistência nas decisões. O cartão amarelo depois do primeiro minuto para o Declan Rice, nós podemos debater isso infinitamente. Eu acho que não era para cartão. Nós podemos reverter? A França pode reverter o amarelo do Olise que não foi para amarelo? Onde isso termina? Eu não sei as regras, não sou a pessoa correta para perguntar. Vou esperar e ver o que acontece — afirmou. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google + Confira a tabela completa da Copa do Mundo Aos 15 min do 2º tempo - cartão vermelho para Balogun, dos EUA, contra a Bósnia + Infantino admite telefonema de Trump, mas nega interferência em Comitê Disciplinar da Fifa O que é o caso Balogun? Folarin Balogun foi expulso por Raphael Claus, árbitro brasileiro, no segundo tempo da vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, por 2 a 0, na segunda fase da Copa do Mundo. O atacante de 25 anos deu um pisão na perna do zagueiro Tarik Muharemović e recebeu o vermelho direto. O cartão geraria uma sanção automática de um jogo de suspensão, segundo o Artigo 10.5 das regras da Fifa para a competição. Entretanto, Balogun teve a punição revogada pela Fifa no domingo e poderá poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. A decisão se baseou em uma brecha do artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê que o "órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar". As federações de futebol da Bélgica e dos Estados Unidos tinham até as 9h (de Brasília) desta segunda-feira para apresentar suas considerações sobre o caso. No entanto, os belgas não receberam o relatório sobre a decisão e a justificativa da Fifa para suspender o cartão vermelho que Balogun. A Federação de Futebol da Bélgica ainda pode apelar à Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância máxima da justiça esportiva. No entanto, ainda não se manifestou sobre essa possibilidade.