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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Pedido de desculpas de Abel à torcida foi curioso Milly Lacombe Colunista do UOL 10/09/2026 08h48 Deixe seu comentário Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante partida contra a LDU, pela Libertadores Imagem: MARINA UEZIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Logo depois da vitória contra a LDU pela Libertadores, Abel Ferreira se desculpou com a torcida pelas palavras usadas na última entrevista coletiva. Na ocasião, o treinador sugeriu que a torcida apenas desfrutasse o momento e houve palmeirenses que se sentiram ofendidos. A repercussão foi bastante ruim e Abel decidiu falar sobre isso. Ele explicou que foi rever a coletiva e que nem ele mesmo gostou do que disse. Até esse ponto, temos um pedido de desculpas decente. Talvez a torcida tenha ficado satisfeita. Abel é ídolo e não precisa de muito para ser desculpado. Mas o pedido de desculpas teve problemas e precisamos falar sobre isso. Antes de entrar no pedido de desculpas propriamente dito, Abel disse que estava nervoso, com a cabeça quente. Vejam: isso não é atenuante. Não importa saber o que ele estava sentindo antes. O que importa é o que ele disse. Se alguém te dá um tapa na cara e depois quer se desculpar dizendo "eu estava nervoso" o que você sentiria? A pessoa que opta por esse caminho não está se implicando no erro e não está se comportando como um adulto deveria se comportar. Nervosismo nenhum justifica qualquer agressão. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Um pedido de desculpas não pode conter palavras como "mas": "eu errei, mas é porque estava de cabeça quente". Um pedido de desculpas exige implicação. "Errei e sei que machuquei você. Não vou repetir". Seria mais ou menos assim. Depois, Abel gastou um tempão falando da grandeza do Palmeiras e dizendo que tem o coração ao pé da boca como qualquer palmeirense. Outra vez: ter o coração ao pé da boca não pode ser recurso usado para justificar erros e ofensas. Seria a coisa mais simples do mundo sair de um erro nesses termos. Eu te agrido e depois digo que sou assim mesmo. Trouxe a própria mulher para dentro da situação dizendo que está casado há 20 anos e ela sabe que quando ele se excede nas palavras aquilo não é um retrato de quem ele é. Sugeriu que sua mulher se concentra no que ele faz mais do que nas coisas que ele diz. Não é assim que funciona. Palavras importam, ferem e cortam. Atitudes também, claro, mas palavras não se separam de atitudes. A verdade é que poucos entre nós sabem pedir desculpas. É mesmo difícil e desafiador, mas é necessário se esforçar. O que um pedido de desculpas deve obrigatoriamente conter é implicação. O de Abel não foi assim. Mas talvez tenha bastado para uma torcida apaixonada que quer desesperadamente voltar a amá-lo sem ressalvas ou asteriscos. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento'