Conteúdo Original
Futebol Ex-seleção argentina fala sobre depressão: 'Experimentei a escuridão' Colaboração para o UOL 16/04/2026 23h40 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lavezzi disputou mais de 50 jogos com a seleção argentina Imagem: Scott Halleran/Getty Images/AFP Um dos nomes marcantes da seleção da Argentina na década passada, o ex-jogador Ezequiel Lavezzi superou um quadro de depressão recentemente e, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, comentou sobre a doença. O que aconteceu No final de 2023, Lavezzi chegou a ficar internado e ouviu rumores de que estava tendo problemas com drogas. Atualmente, ele mora em Punta del Este, no Uruguai. Uma profunda sensação de mal-estar, eu experimentei a escuridão, estava me machucando. Tanto a mim mesmo quanto às pessoas próximas a mim. Eu alternava entre depressão e crises de ansiedade, nunca estava lúcido, minha cabeça estava cheia de pensamentos negativos. Juca Kfouri Carrascal tentou aprontar, mas Arrascaeta salvou Fla Alicia Klein Palmeiras vence mesmo com lacuna inacreditável Daniela Lima Motta quer dividir saldo do fim da 6x1 com o governo Josias de Souza STF prioriza a autoproteção e limita investigações Eu era o único que realmente sabia o que estava passando. Tinha chegado ao fundo do poço, não conseguia mais me enxergar daquele jeito. Graças ao apoio da minha esposa e da minha família, procurei psicólogos e outros especialistas em uma clínica. Minha jornada não acabou. Tenho um conselho para quem estiver passando por isso: peça ajuda. Ezequiel Lavezzi, ao jornal italiano Corriere della Sera No futebol, Lavezzi teve destaque atuando por Napoli e Paris Saint-Germain, somando mais de 150 jogos em cada. Na seleção argentina, fez parte da mesma geração que nomes como Messi e Dí Maria, mas sua única conquista foi o ouro nas Olimpíadas de 2008. Ele se aposentou aos 34 anos, em 2020, atuando na China. Para o ex-atacante, o nascimento de seu segundo filho, Vittorio, o ajudou na luta contra a depressão: "Ele chegou em um momento difícil da minha vida e ajudou a me salvar. Ele está me ensinando uma nova maneira de ser pai", afirmou. Sinto orgulho por ter sido capaz de aceitar e depois encarar minha fragilidade. E também gratidão: estar tão doente me transformou como pessoa. Sou um homem mais consciente e maduro. Às vezes, não se pode conhecer a luz sem ter visto a escuridão. Ezequiel Lavezzi Longe do futebol há seis anos, Lavezzi não sente falta do esporte. Embora ainda assista algum jogo ou outro, ele não acompanha assiduamente. O ex-jogador, entretanto, reconhece a importância que o futebol teve em sua vida. Não [sinto falta do futebol]. Ele era e sempre será meu melhor amigo, mas estou bem com isso agora. Eu estava cansado, senti que era hora de parar e queria fazer isso enquanto ainda estava no auge. Foi um gesto de respeito ao futebol. O futebol me salvou. Meus pais eram separados, eu morava com minha mãe, que estava sempre trabalhando. Eu passava meu tempo brincando com os amigos na rua. No meu bairro, as pessoas traficavam drogas e andavam armadas. Sem o futebol, não sei onde eu teria parado. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Morre repórter da Band vítima de acidente em estrada de Minas Gerais BH pede cabeça no lugar por vaga na Libertadores após goleada do Flamengo 'Contra tudo e contra todos': Abel vê pênalti claríssimo para o Palmeiras Técnico brasileiro do Sporting Cristal elogia gramado sintético do Allianz Boneco, Milena e Juliano disputam Prova do Finalista; confira como será