Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem E a noite mágica, histórica, aconteceu na casa verde Juca Kfouri Colunista do UOL 30/10/2025 23h27 Deixe seu comentário Ramón Sosa comemora seu gol em Palmeiras x LDU, pela Libertadores Imagem: NELSON ALMEIDA/AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Estava frio em São Paulo, 16º. Estava quente na casa verde, impossível precisar a temperatura, mas havia esperança, havia um ar confiante no semblante dos palmeirenses na chegada ao estádio e na entrada em campo. Havia a promessa de noite mágica e de transformar 90 minutos em tempo mais que suficiente para fazer história, a virada inédita em semifinais da Libertadores desde que foi criada, 65 anos atrás. Daniela Lima Governo Lula vai para a guerra de comunicação Josias de Souza Planalto acerta o tom em vídeo sobre mortes no Rio TixaNews Governadores de direita lançam consórcio eleitoral Casagrande Netos de Elis me fizeram chorar e viajar no tempo E havia um adversário respeitável, a LDU do Equador, algoz de botafoguenses e são-paulinos, com três gols de vantagem. Dos 22 jogadores que começaram a partida, 15 falavam espanhol, além do trio da arbitragem, colombiano. Nos bancos, os dois treinadores de língua portuguesa, um a original, o outro à brasileira. Cinco anos nesta noite, comemorava Abel Ferreira. Começa o jogo. Em menos de três minutos, três finalizações alviverdes. Continua após a publicidade Para simplificar: se o Palmeiras fizesse um gol a cada 30 minutos, e não sofresse nenhum, levaria a decisão para a marca da cal. O Flamengo, de camarote, esperava para conhecer seu adversário em Lima, no Peru, no dia 29 de novembro. Uma final brasileira significaria que, enfim, teríamos um tetracampeão continental no futebol masculino. À LDU, suspenso, faltava o infernal Bryan Ramirez, expulso no jogo de ida por falta estúpida em Giay, já nos acréscimos do segundo tempo. O Palmeiras não tinha Paulinho, uma pena. Não tinha a altitude aliada dos visitantes e havia o gramado sintético, aliado dos anfitriões. Continua após a publicidade E segundos antes do 20° minuto, o promissor Allan cruzou para Sosa abrir o placar de cabeça, cabeça fria, coração quente: 1 a 0. Saía o primeiro porco da cartola de Abel Ferreira, com a participação de jogadores que não foram titulares em Quito. Aos 25 minutos, Vilmar Roldan, que adora picotar os jogos, ao contrário, marcou a primeira falta do jogo, e mostrou cartão amarelo para Gustavo Gómez. No minuto seguinte o colombiano marcou a segunda, e amarelou Quintero. Flaco López vivia noite endiabrada, com dribles desconcertantes. Aos 35, um pecado cometido por Vitor Roque. Continua após a publicidade Allan roubou a bola na intermediária, deu para ele que chutou em cima do zagueiro Mina em vez de devolvê-la para o garoto livre, à sua direita, com o gol escancarado. Pecado capital, o da gula. O Palmeiras fazia por merecer, no mínimo, 2 a 0 e só não havia feito porque Vitor Roque foi fominha. Mas, no último dos três minutos de acréscimos, frutos da cera equatoriana, Vitor Roque cabeceou na área, a bola bateu num equatoriano e sobrou a feitio de Fuchs para fazer o segundo gol, o segundo porco da cartola mágica da noite que se desenhava igualmente mágica. Afinal, 45 minutos é tempo suficiente não apenas para um gol, mas dois, dois vira, quatro acaba. Grogue como estava a LDU, até mais era provável. Continua após a publicidade E logo no começo da etapa final o catimbeiro, experiente goleiro Dominguez evitou o 3 a 0 em cabeceio de Flaco. A pressão parecia insuportável e o 3 a 0, iminente. Era difícil, mas necessário, manter a cabeça fria. Sosa e Mauricio deixaram o jogo e Raphael Veiga e Felipe Anderson entraram, aos 64. Aos 67, aconteceu! Veiga lançou Vitor Roque e ele se redimiu ao dar o 3 a 0 para o próprio Veiga, porque Abel Ferreira tinha um plano. Continua após a publicidade A casa verde veio abaixo. O Palmeiras tinha tempo de sobra para se livrar do drama dos pênaltis e, de fato, virar. Então, Allan fez o diabo a quatro pela direita até ser derrubado na área, como se fosse Julinho Botelho, Gildo. Veiga bateu e tirou o quarto porco da cartola mágica!!!! 4 a 0. Acontecia o que Abel Ferreira prometeu em Quito. Palmeiras e Flamengo na finalíssima e, tomara, a Conmebol mude o jogo para Brasília, se livre dos riscos da crise política peruana e faça uma decisão brasileira dos pés à cabeça. Continua após a publicidade Que noite! Que noite verdadeiramente inesquecível. Giay e Moreno nos lugares de Allan, o herói, e Vitor Roque, aos 85. Resumo da magia: o futebol é a arte do IMPOSSÍVEL. Se fosse do possível não teria graça. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Peão sobe em rejeição e deve ser eliminado com folga de A Fazenda 17 Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 34 milhões; veja dezenas sorteadas 50 Best escolhe os melhores hotéis do mundo; Copacabana Palace fica em 11° Daniela Lima: Governo Lula vai para guerra de comunicação sobre segurança Castro e governadores de direita citam 'consórcio da paz' após 121 mortes