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Kimi Antonelli nunca escondeu quem era seu maior ídolo no automobilismo. Antes mesmo de chegar à Fórmula 1, o italiano já carregava Ayrton Senna como referência, a ponto de escolher o número 12 para sua carreira na categoria em homenagem ao brasileiro. Agora, aos 20 anos, depois de conquistar o título mundial, adicionou mais um capítulo a uma relação que começou pela admiração e ganhou contornos curiosos dentro da pista.
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Não se trata de tentar transformar coincidências em destino ou afirmar que a história dos dois pilotos é a mesma. As carreiras tiveram caminhos bastante diferentes, e o próprio Antonelli já pediu cautela quando seu nome foi colocado ao lado do tricampeão. O que chama atenção é outra coisa: quando os resultados das primeiras temporadas são colocados lado a lado, alguns números parecem formar um espelho improvável entre o brasileiro e o italiano.
Senna chegou à Fórmula 1 em 1984, pela Toleman, e precisou de cinco temporadas para alcançar o primeiro título mundial, conquistado com a McLaren em 1988. Antonelli, por outro lado, sequer precisou completar três anos na categoria para chegar ao topo: estreou pela Mercedes em 2025 e confirmou o campeonato já na segunda temporada.
Curiosamente, porém, o primeiro ano de ambos produziu um número idêntico de pódios. Ayrton terminou três vezes entre os três primeiros em 1984, enquanto Kimi repetiu a marca em 2025, com o segundo lugar no GP de São Paulo entre seus melhores resultados. A coincidência ganha ainda mais força quando a comparação avança para a temporada seguinte.
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Foi em 1985 que Senna conquistou sua primeira pole e sua primeira vitória na Fórmula 1, justamente no GP de Portugal, em Estoril. Quarenta e um anos depois, Antonelli repetiu a combinação na mesma etapa de suas respectivas trajetórias: a primeira pole e a primeira vitória do italiano também aconteceram na segunda temporada, no GP da China de 2026. Em ambos os casos, a vitória veio na segunda temporada e foi imediatamente seguida por uma nova pole na corrida seguinte.
Há uma diferença importante, porém: Ayrton ainda precisaria esperar mais três anos para conquistar o campeonato. Antonelli chegou ao título muito mais cedo e transformou 2026 em uma temporada histórica para a Itália. O jovem da Mercedes é o primeiro campeão italiano desde Alberto Ascari em 1953.
Se os resultados podem ser tratados como coincidência, a escolha do número não deixa espaço para dúvida. Antonelli corre com o 12 porque Senna utilizou a mesma numeração em momentos importantes de sua carreira, incluindo a primeira vitória na F1, em Portugal, e a temporada de 1988, quando conquistou seu primeiro título mundial. O próprio italiano já explicou que a escolha tem relação direta com seu ídolo, embora o número também tenha sido usado por ele nas categorias de base.