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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Vai começar a Copa da xenofobia: seleção brasileira precisa se preocupar? Alicia Klein Colunista do UOL 10/06/2026 16h27 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Amarelinha costumava ser tratada no futebol com certa reverência. É o Brasil, o país de Pelé, os únicos pentacampeões, respeitem. Dentro de campo, fomos minando isso com uma sequência de cinco eliminações que variaram em natureza de humilhantes a melancólicas. Pentaeliminados. Na busca do hexa (campeonato, não eliminação), a seleção pode estar diante de um desafio diferente. Não só teremos uma fase a mais para superar, no Mundial de 48 times. Não só deixamos de ser favoritos. Não só vivemos uma seca de craques tão grande, que Neymar foi convocado. Esta é a Copa da exclusão, da xenofobia, do preconceito. Não faltam exemplos: Irã, Iraque, Uzbequistão, o árbitro da Somália, Senegal sendo revistado na pista de pouso. Sem falar nas violências individuais, como a sofrida pela jornalista da Globo Karine Alves, que teve seu cabelo revistado na chegada aos EUA. O racismo nem tenta mais se esconder. Está ali, gritando. Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel Alicia Klein Vai começar a Copa do Mundo da xenofobia Milly Lacombe Americanas fizeram pacto obsceno com arbitragem Difícil saber qual será seu alcance uma vez que o torneio começar, mas o (nada) amistoso entre a seleção feminina e as estadunidenses, em Fortaleza, deixou claro que a xenofobia pode, sim, entrar em campo. A equipe de arbitragem espanhola fez tamanha lambança durante o jogo, que ficou difícil creditar os erros só a uma suposta baixa qualidade técnica. Tanto que Arthur Elias, um dos oito brasileiros expulsos na noite de terça (9), acusou a juíza exatamente disso: xenofobia. A revolta de toda a comissão e das atletas era palpável. A conivência com a cera e a violência das norte-americanas, também. Isso tudo dentro da nossa casa, diante do histórico público de mais de 55 mil pessoas, no Castelão. Diante do movimento elitista da Fifa e xenófobo dos Estados Unidos de Trump, surpreenderia ver seleções branquinhas e ocidentais sutilmente beneficiadas na "Copa da Inclusão"? Na prática, elas já estão sendo, ao receber tratamento diferente de várias adversárias de outras partes do mundo. Fabio Cannavaro não conseguiu proteger o selecionado usbeque de ter suas mochilas reviradas por cães farejadores, em Nova York, enquanto a Holanda entrava tranquilamente no estádio para o amistoso entre as duas equipes. Ter Carlo Ancelotti no comando não deve fazer muita diferença neste aspecto. A xenofobia pode até não dar o ar de sua desgraça dentro das quatro linhas, mas do lado de fora ela acabou com a isonomia da competição faz tempo. O Brasil que se cuide. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ex-presidente da Fifa detona Infantino por árbitro barrado da Copa: 'Grave' Infantino diz que Fifa tentou resolver caso de árbitro barrado: 'Uma pena' A boa e a má notícia da pesquisa Quaest para Flávio Bolsonaro Trump dá últimato para acordo e diz que atacará Irã 'com bombardeios' hoje Deolane é denunciada pelo MP por lavagem e organização criminosa